Diário Intimo da Poética


28/12/2007


FANTASIA...(?)

 
                                 FANTASIA...(?)
 
Começamos com beijos, a mão suavemente em teu corpo, e você sorrindo, estávamos famintos, não de alimentos, mas de sexo, caminhamos até onde estava a entrada da porta principal da cabana, estávamos um pouco cansados, mas a paisagem era maravilhosa, ao fundo um lindo lago de águas claras e calmas, umas montanhas mais ao lado e a cabana tipo um hotelzinho, por dentro, tudo muito simples, mas limpinho e organizado - lugar lindo, e aquele era um momento especial, quase mágico, ficamos nos olhando sem palavra,a nossa volta, somente a natureza
... Fez-se um silêncio, nossos corações batiam acelerados. Fomos para a cabana, me jogastes na cama, beijei-te suavemente., mas os teus beijos tinham gosto de pressa, de desejo urgente, com a língua fostes descrevendo um caminho de fogo, sugavas minha pele  com tanta força, que tive o receio de desmaiar, alternavas com mordiscadinhas e cheirinhos. Massagens com a língua..., Meu gosto ficou em tua boca,...abristes delicadamente minhas pernas e sem hesitar enterrastes a língua quente dentro de mim. Colocastes um de teus dedos dentro de minha boca, o qual eu suguei e mordi imediatamente. Teu  falo penetrou o meu pequenino círculo, foi um prazer inexplicável. Fizestes carinhos...Muitos, intensos, percebendo o quão estava alucinada de tesão me penetrastes mais uma vez, agora, a invasão foi na grutinha úmida, e tu entre gemidos, exploravas com a língua a minha boca macia,... Mordia-me levemente, meu corpo dominado pelo teu, coração batendo forte, o seu
perfume, o cheiro dos cabelos, sua pele, seus lábios exigentes explorando tudo, enquanto numa dança ias me dando estocada... Então te abracei, com vontade de misturar teu corpo no meu, e com as mãos em teus cabelos comecei a acariciá-los, tuas mãos pelos meus seios em movimentos leves, me fitavas com olhar de puro desejo. Entravas...Entravas e saias...,eras meu invasor. Minhas entranhas eram só fogo, chamas. Esfregavas... Numa ânsia, que parecia eterna... Devastavas-me o mais profundo que podias. E de repente, senti como se uma cascata tivesse me preenchido. Foi maravilhoso, vibrei, cheguei até a gritar brandamente pelo prazer. Então, abraçadinhos, sorrimos, felizes, corpos saciados. Adormecemos. ...
  
Despertei, estava sozinha, o espaço que abrigava meu corpo era um asfixiante quatro paredes, imponente,pela janela vi que chovia, as arvores ensopadas pelas águas torrenciais,os galhos balançavam-se ao vento, fazendo tremer um resto de folhagem prestes ao
soltar-se no espaço. Chovia...era uma daquelas manhãs em que uma chuva interminável e triste teimava em reinar. Quedei-me em cismas, confusa, numa languidês, com uma irreprimivel vontade de repouso, espreguicei-me, encolhi o corpo em posição fetal, desejo de adormecer profundamenmte para assim escapar áquela tristeza.
  
                    Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 12h29
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16/09/2007


Quando Nua

 

Quando nua sou única e exclusivamente tua, fecho
 os olhos e abraço-te, e desejo que dure estes
momentos  uma eternidade, venho a teu encontro
 despojada de qualquer pudor, liberto
o tesão - na doce espera da excitação que teu
corpo como raiz rasga a terra do meu sexo.
Minhas mãos alcançam teus mais recônditos
lugares, nosso corpo é diálogo sem palavras,
meus gemidos ressoam no espaço interminável
dos universos.
Fico mais pura.

Escrito por Poética às 23h07
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20/05/2007


O Homem da cor de Chocolate

 

                          O homem da cor de chocolate

 Dia igual. Caminhava a beira-mar, perdida, ao léu. Esse caminhar sempre fora o bom-bom da vida minha,

 gosto silencioso de conversar com o oceano, mar lindo, confidente leal e silencioso.Praia dos Seixas, quase paraíso-perdido.Ondas trazem-me uma figura de homem cor de chocolate.  Uma visão?

Não - é real.Sento-me na areia. E fico de longe a observá-lo. Puxa!...Ele é bonito!

...Imagino sentir a textura de sua pele e cheirar... Beber as gotículas que se derramam

sensualmente no corpo da cor de quase ébano.Juro...! Estava admirada com aquele espetáculo

ao ar livre...Penso: - vai ver que ele é lento de raciocínio, e pouco inteligente.

Credo! Por que será que homem gostoso tem que ser "burrinho"?

Suspiro... E fecho os olhos. Deu-me uma sede de morder a maça vermelha - sempre levo

comigo, nas caminhadas. Escrevo contos mínimos. Resolvo que narrarei sobre essa aparição.

Sou Mulher pós-moderna. Sim, deve ser isso..(*rs).

Abro os olhos e mordo a maça - encontro o olhar dele em direção a minha boca. Ele sorri! ...

Eu levo um susto... Continua (ele) apenas a sorrir...

Talvez seja  um homem de poucas palavras.

Os olhos são lindos (... a alma também?). Duas esmeraldas.

Deita o corpo na areia - as ondas mergulham até as grossas coxas. O sexo proeminente...

O pomo de Adão, também. Meu olhar vasculha, palmo a palmo, o corpo masculino - virtualmente,

minha imaginação voa.Sinto algo quente e intenso. É excitação...

São assim estes instantes, fico lânguida, fraca - uma vontade de ninar. Desejo de fazer o

kamasutra completo. O desejo explode tão intenso no baixo ventre que chega a doer – fecho

os olhos numa tentativa que suavizar o tesão...

Abro os olhos e a visão sensual desapareceu...

Terá sido apenas uma miragem-fantasia?

   Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 21h20
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10/05/2007


Alma feminina

Tão...dificil o homem ler a alma de uma mulher simples.

                                     ** Mil e Uma Noites...e o Amor.
 
"...Nada do que vivia poderia ser mudado, apenas olhar, estática e impotente a vida passar,.../

Coração...(...rs)  vou te contar um mistério: a Água me trouxe --e o vento sutilmente vai me levando.../
...e eu por ti sinto ( ou sentia...?) uma paixão presente, paixão ingênua,.../

...não era maravilhoso duas pessoas se conhecerem (... como nós?) e terem vontade de ficarem juntas? Mesmo que fosse por poucos momentos – que seriam eternizados na memória? Sentirem-se um do outro? Acreditei que poderia me aventurar a crescer numa sensualidade gêmea...

Porém...(sempre os porém na minha vida quando se trata de paixão!) devo ter entendido TUDO errado...
Até esqueci que assim são os homens: perigosos e persistentes – e eu naquela embriaguez, navegando numa aventura que parecia interminável...foi lindo te querer/ (ouço tocar no rádio --um pedacinho da letra que diz assim).

Escrito por Poética às 11h56
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01/05/2007


Desconhecido amante

Desconhecido Amante

Neste momento, narro o que nunca tive coragem de contar para ninguém, considero-me uma mulher comum, com sonhos e fantasias, a maioria delas sufocadas pelos padrões de moral impostas pela sociedade em que vivo.
Tenho uma estatura baixinha, 1.60, seios médios, bonitinhos, corpo cheinho, carnuda, olhos e cabelos claros, lisos, cortados a chanell, morena clara com uma pele macia, uma quarentona com um corpo em forma.
Tudo aconteceu, em um desses longos feriados, eu e meu marido Paulo fomos convidados para uma estada numa linda mansão a beira mar, onde grupos de amigos e amigas da empresa de Consultoria tinham conseguido como prêmio.O local era lindo, a residência ocupava um quarteirão da rua, á beira mar, e contava com tantos cômodos, que nem saberia dizer exatamente quantos quartos ou ambientes existiam no térreo e no primeiro andar, uma linda piscina, com churrasqueira imensa e um jardim que faria inveja a qualquer Babilônia.
Tivemos um primeiro dia muito festivo, com muitos banhos de piscina, churrasco à vontade e litros e litros incontáveis do melhor uísque, ali rimos, ouvimos música e dançamos a valer...Até a exaustão, quando percebemos que pouco a pouco, as pessoas ali estavam indo se recolher a seus apartamentos.
Paulo parecia muito embriagado e até tropegava rindo, e eu grogue...Ele se afastou de perto de mim, desaparecendo pela porta que dava a uma enorme sala de televisão, como custou a voltar, fui atrás dele, encontrando-o deitado em um enorme colchonete e várias almofadas macias, a imensa tela do televisor ligado e ele adormecido. Deitei-me ao lado Dele, abracei-o, e, sob o efeito do álcool, logo dormi também.
Despertei muito tempo depois, a sala às escuras, senti uma mão subindo nos meus quadris, alisava minhas coxas...e um volume encostando em minhas nádegas. Aquela mão alisava meu ventre e a frente das coxas, sonolenta ainda, pensei ser o Paulo, ele tinha o hábito de fazer isso.
Fiquei quietinha, achando gostosa aquela pressãozinha no bumbum, a mão entrando dentro da minha calcinha de renda e alisando suavemente a vulva, o tesão aumentando, fez com que eu abrisse levemente as coxas, a fim de que ficasse mais intenso aquele carinho no centro de mulher. E não resistindo mais aquele carinho, joguei os quadris e bumbum para trás, encaixei meu corpo no outro por completo, e perplexa..., Deduzi que aquele material todo, não era do Paulo! Coxas e barriga peludas, volume e textura do membro imenso, muito maior, despertei com o susto, abri os olhos e percebi que o meu marido estava bem a minha frente e dormia profundamente, e senti um tesão louco, que nunca havia sentido. E resolvi fazer de conta que estava sonolenta e enganada, apenas para ver até onde aquele desconhecido homem ia. Ele agora já me beijava s costas e apertava minhas nádegas, afastou minhas coxas mais um pouco e colocou o membro teso entre elas, eu sentia-o mover-se na entrada dos grandes lábios e ali pulsar molhado, pelo meu prazer,...ele forçava...forçava a entrada da minha grutinha, fiquei sem controle, virei-me de bruços, puxando meu desconhecido amante para cima das costas, ele veio todo...enfiado, penetrando...mordia minha nuca, acariciava meus seios e estocava deliciosamente o membro todo em minha gruta úmida...e gozei não sei quantas vezes, duas, três...orgasmos múltiplos, mordendo o tecido da almofada que servia de travesseiro, para abafar os gemidos. E finalmente, foi a vez dele chegar ao êxtase, e senti o jorro do prazer a me inundar. Por instantes ínfimos, ele quedou-se ali a me abraçar, beijinhos nas costas nuas, suadas...Depois se levantou e saiu, esperei mais um pouco – não tinha forças, meu corpo lânguido, o coração aos pulos.Fui ao banheiro – tomei uma ducha morna, não encontrei ninguém – teria sido um sonho? –Não foi um sonho, descobri provas físicas no corpo. Entetanto,até hoje não descobri meu desconhecido amante.
Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 19h03
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25/04/2007


MEDITAR

                  

                       Meditar

Imaginei, um dia, que seria maravilhoso ter domínio sobre
os meus pensamentos e emoções.Em poder ficar
tranqüilissima mesmo quando há um monte de problemas
me cercando - esperando uma solução.
Quando há muitos anos comecei a meditar,incentivada
por um amigo, descobri quanto eu não sabia aproveitar
o tempo que dedicava a mim mesma. A meditação  me ajudou
a derrotar a ansiedade, a tristeza -trouxe-me tranquilidade.
Não foi fácil no inicio. Sentava-me em um cantinho da casa
e tentava visualizar um céu azul. Um céu azulzinho,limpo,
sem nuvens. Ajeitava o corpo na almofada, fechava os olhos
e nada de aparecer...Mas de tanto insistir, apareceu um
céu desbotado, com jeito de letreiro luminoso meio quebrado.
A intuição me dizia que teria dali para frente uma longa
batalha e o mais dificil ainda estava por vir. Quem disse que
eu conseguia  me concentrar? Em poucos segundos, já estava
pensando nas coisas que precisava fazer depois que saísse dali.
Um zen fracasso.E foi neste exato momento da minha existência
que descobri que possuía uma mente fraca e descontrolada.
Eu, que  me achava tão absoluta - dona do meu nariz, tão
esperta, simplesmente não conseguia dominar o que passava na
minha cabeça.Perceber que havia um turbilhão lá dentro,
responsável pela minha ansiedade e outros sentimentos
negativos, me trouxe uma maravilhosa lição de humildade e
uma vontade louca de treinar e de aprender.O ato de meditar
me trouxe a descoberta de procurar o lado alegre das coisas
e também que não me sinto desligada do universo e sim mais
conectada a ele.
A mente funciona como um computador: os pensamentos são...
inúmeros, entretanto eu posso somente acessar o que desejar.
Escrevo desde os 12 anos de idade - numa fase-turbilhão, onde
aconteceram fatos e perdas com pessoas que eu amava. Esse tempo
deixou em mim sequelas iguais a tatuagens definitivas na pele...
A diferença é que a tatuagem fica na pele impressa e experiências
nada agradáveis se metabolizam no coração e mente.
A prática constante da viagem ao centro do Eu, exige  esforço e
dedicação, trouxe-me tranquilidade. A confiança passou a ser um
estado natural. E quando me deparo com uma frustração, penso:"Não
obtive o que queria, mas está tudo bem". É uma alegria descobrir
que a tempestade não está em você.

                    Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 17h08
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02/02/2007


Eclipse do Desejo

DO DESEJOECLIPSE

Eis que surge o pecado-...È Eva escalando em busca
do Paraíso prometido. Entre  o arfar
selvagem e o tesão, o palmo a palmo do
corpo gostoso, tesudo com vontade de beber
o sêmem da vida de eternidade dos tempos.
Sou sabor de desobediência.  A  pele
repousório do fogo que vem do ventre - que alivia
através de gemidos eróticos.
Ah! paixão...dessas de acelerar o coração,
e provocar  convulsões pélvicas...
Ele - Adão  a  sorrir...curtindo o alvoroço do
desejo e prazer que vê em seu rosto- ela a
implorar que não saisses de dentro do Côncavo
e Convexo...
São personagens Sol e Lua em total eclipse.
Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 18h55
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30/01/2007


Pedaços de Mim

...

PEDAÇOS DE  MIM

 

Minhas perdas  foram para mim decisivas na formação do meu “Eu”. E grandes perdas foram à morte de minha mãe, tio,  tia, avó  paterna e de um grande amor. Falta-me muito na vida para ser feliz? Percebo que sim, talvez  porque não me contente com pouco,  cobiço muito mais: amizade, amor/cumplicidade, sabedoria e conhecimento.

Não perdi ainda a esperança de amar e ser amada, amada com alegria, amada de uma forma melhor, com desprendimento sem aquele toque de possessividade, num crescimento interior.

Acredito que mereço viver bem, sem necessidade de projetos caros e faraônicos, basta fazer amor, basta assistir no dia a dia, o maravilhoso espetáculo do nascer e do por do sol ...ou o prazer de uma caminhada numa manhã.

 

...descobri que não preciso ser a mulher maravilha, quando após um acidente minha carreira de jogadora terminou, ou quando quase vi a morte no momento do carro  em que  viajava  a serviço,capotar em um abismo.

Não escondo que minhas forças faltaram, entrei em depressão, pensei não ter mais nada por que lutar...

Mas com o tempo, o afeto de alguém, que já se foi,  o aparecimento dos filhos, volto a acreditar no meu próprio valor, esqueço a auto-compaixão – sou autora da minha própria história.

 

Aprendi que a vida, a morte, as perdas fazem parte de um processo misterioso...

Devo ser interessante, reflito... quando lembro os inúmeros homens que me assediam, nunca fui linda, essa ilusão não tenho, e sinto pena das mulheres que se maltratam em função de lutarem para chegarem a padrões de beleza, impostas pela sociedade, sei que sou muito feminina e carinhosa e isso deve agradar muito aos homens, eu os trato como rei, é evidente que quero ser tratada também como uma rainha...

Ter  um amor é maravilhoso, mas só se existir reciprocidade, cumplicidade,  jamais por medo de solidão, melhor do que manter relacionamentos péssimos. E sair magoada.

Prefiro ter amigos...e a liberdade de ficar pensando conversando com o mar,ouvindo música, olhando pela janela a cidade adormecida...

Escrito por Poética às 23h03
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08/11/2006


SECRETA

   

SECRETA...

 O tempo invisível - este absorvo invisivelmente cada
átomo. É  processo lento, quase silencioso- fugidio.
Serei a mesma daqui a pouco?
Há tanta paixão e desejo nas linhas  que ora escrevo,
tanto quanto na pele minha. Gosto de narrar através de
códigos secretos - assim me resguardo (...) de não
descobrirem meus números secretos que contam os
nomes dos homens a quem eu amei intensamente.São
letras A, F...G e H , cores da tesão.
Pelejo nessa narração as lembranças. Numa liturgia
vagarosa e terna - zelosa para que ninguém se assombre
com pesadelos de desejar faminto de loba.
 
Alguém me contou que a hóstia tem o poder de encher a boca
de cheiro sagrado. Me ocorreu que devo ter gosto de pecado...
Anuncio ao mundo que me banho com rosas vermelhas e  assim
transformo a dor em prazer e não me importo se me chama de
louca. Prefiro ser dama-da-noite devorando lua cheia do que ser
estéril - incipiência poética. Sei o que estou escrevendo pode
ser terrivelmente dificil para muitos compreender.Entretanto...
Há sonho-fantasia de que alguém saiba que minha paixão foi
comparável a imensidão do mar de Tambau.
    Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 07h49
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A face oculta da Paixão

 FACE OCULTA DA PAIXÃO
Demasiado tempo solidão consumiu meus dias, esqueci até o silêncio da vida, e um dia indagaram-me até quando seria um lago de águas paradas que se bastava a si mesma? Tentei responder que sou como as águas de um rio que encontra sempre o caminho do mar - sou paixão, serei desejo dele até quando assim a sua vontade determinar. Seguirei novas sendas ao frio clarão da lua, pois saibam o mundo que ora me lê que o meu desejo já não segue linguagens antigas e nem meus uivos de loba solitária não mais pranteiam a noite bela.
Amo unicamente a um Lobo - aquele que me ensinou a dançar a verdadeira música da matilha, saltei ao seu encontro, me lambuzei em seu prazer, pecadoramente me saciei com sua luxúria.

E lembro que duvidei... quando Ele dirigiu um olhar ao meu perfil, tempos depois eu acreditei que era um olhar acariciador, terno, e risonho
Na verdade, alma gêmea minha, despertastes um infinito desejo de dar-te tudo que tenho de poesia. E quando te vi cantar - quase paralisastes meu coração de tamanha emoção.
Segue minha paixão -, o tesão e o sentir de um homem a quem a sabedoria e o carinho me fascinam - este é o meu Senhor Desejo. Sim, ele é belo. Sua beleza reside na força da bondade e gentileza oculta - os manjares deste mundo não encontram similares. O seu nome se inscreve com a mesma letra do nome meu  e a segunda inicial da palavra Amor - ele é o meu bem querer...

Escrito por Poética às 07h47
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28/03/2006


Anatomia do tesão


Anatomia do Tesão

Com carinho e paciência explorou a anatomia daquele corpo de Lobo- e dali a pouco sentiu a imensidão ereta do membro colossal na cavidade bucal – atingindo duro e quente o céu palatino. Salivadas de prazer do ir e vir. Mesmo casado – eu o amei e penso que ele a mim...

O tempo vivido com ele foi maravilhoso e passou tão rápido...hoje o procuro em meu leito á noite, aquele que foi meu amado amante inesquecível e não o encontro...não o encontro.
A lua me parecia tão poética – me enrosquei naquele corpo másculo e calvagando-o beijei-lhe, e fizemos um lindo amor.

Desde aquele dia minha vida virou trezentos e sessenta graus –
Inconformada, me nego a curvar aos padrões patriarcais que vêm sendo impostos pela sociedade. Consciente que somente a infidelidade do homem é aceita pela sociedade, zombo da historicidade humana, que ao descobrir, no período neolítico, que o homem tem papel na procriação, derrubou o matriarcalismo, onde a mulher era endeusada, não como dominadora mas, como a única responsável pela procriação - Deusa da Fertilidade - se rebelou usando, no decorrer dos séculos, todas as formas para dominar o gênero oposto. Garantindo, assim, a certeza da paternidade da sua prole. Para isso utilizaram inúmeros métodos: política, mitologia, religião, meios de comunicação e outros. (risos... acabei de dar uma. É que eu sou uma constante militante na política de gêneros, apesar de não atuar em movimentos feministas. São muitos retrógrados e bitolados). Em minha plenitude leoa, sempre tive paciência ao escolher uma presa: observava e estudava cada passo e traço e, no momento oportuno o tomava para mim. Sempre foi assim. Até que iludida por um amor romântico, me entreguei e, confusa no conceito de amor, abri mão do meu eu para ser uma mulher passiva, dedicada, discreta e exemplar dona de casa. Ou seja, feminina. Minha máscara caiu. Meu ensaio foi bom mas, acabou. Descobrindo-me novamente como ativa, autônoma e talvez dominadora, me sinto leoa. A libido jorrada em meu sangue não é mais consumida totalmente por meu homem. A cada dia que passa se acumula, tornando-me incontrolável e inconsolável. Meus múltiplos orgasmos não me satisfazem mais. Estou a ponto de cometer uma loucura. Talvez sensatez . Encontro-me desvairada para saciar meu desejo. Diante de tanta transformação, em tão pouco tempo, ainda penso o que fazer pois, meu desejo é transeunte. Faz algum tempo que ando tanto me estudando quanto aos mais diversos homens. Sou meticulosa na escolha. Atualmente tenho brincando em fantasiar, e isso tem encharcado, mais ainda, de libido, meu corpo de mulher. Quem lucra, é meu parceiro mas, ele nem sabe o que me torna tão insaciável. Diante de tanto desejo, quase que satisfeita, tenho masturbado. Não sinto falta de um grande e poderoso falo, quanto à demais mulheres. Sinto falta de novas e avassaladoras emoções. Meu corpo sente dores profundas na ansiedade de saciar-se chegando a ponto de senti-lo se contraindo seguido por uma grande dor que se aproxima de uma cólica fazendo com que a minha vagina se molhe e se abra feito uma rosa cada vez mais rubra em seus vasos encharcados de sangue. É desesperante. Minha libido deve ser consumida. Há um desequilíbrio. Covarde que sou ao me consumir noites e madrugadas adentro fantasiando os mais loucos e ardentes encontros, me negando ao prazer, pelo medo de me tornar vil. Mas corroída, a fim de não me tornar Messalina: uma ninfomaníaca que nunca alcança seu total; decidi acabar com a covardia me entregando para outro a qualquer custo.
Poética

Escrito por Poética às 16h08
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06/03/2006


Visão Sensual

              

           Visão sensual

 

Dia igual. Caminhava a beira-mar, perdida, ao léu -mas sempre fora o bom-bom da vida minha, gosto silencioso de conversar com o oceano - meu psicólogo.

Ondas trazem-me uma figura de homem cor de chocolate.  Uma visão? Não - é real.

Sento-me na areia. E fico, de longe a observá-lo. Puxa!...Ele é bonito!

...Imagino sentir a textura de sua pele e cheirar...Beber as gotículas que se derramam sensualmente...

Juro...! Estava admirada com aquele espetáculo ao ar livre...

Penso: - vai ver que ele é lento - apesar do perfil bonito, no raciocínio e vazio  de pensamentos.

Credo! Por que será que homem gostoso tem que ser "burrinho"?

Suspiro...E fecho os olhos.

 

Deu-me uma sede de morder a maça vermelha - sempre levo comigo, nas caminhadas.

Escrevo contos mínimos. Resolvo que narrarei sobre essa aparição. Sou Mulher pós-moderna. Sim, deve ser isso...

Abro os olhos e mordo a maça - encontro o olhar dele em direção a minha boca. Ele sorri! ...Eu levo um susto...

Continua apenas a sorrir...

Deve ser isso...: - Um homem de poucas palavras.

Os olhos são lindos (... a alma também?). Duas esmeraldas.

Deita o corpo na areia - as ondas mergulham até as grossas coxas. O sexo proeminente...o pomo de Adão.

Meu olhar vasculha, palmo a palmo, o corpo masculino - virtualmente, minha imaginação voa.

Sinto algo quente e intenso. É tesão...

São assim estes instantes,   fico lânguida, fraca - uma vontade de ninar.

Desejo de fazer o kamasutra completo.

 Poética 

Escrito por Poética às 19h11
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20/02/2006


desejo Gelado

                         

                     Desejo gelado

 

Embelezo-me em poética, numa velocidade da qual

possa somente eu falar comigo- prisioneira sou da solidão.

Aí amor, como dói te amar tanto assim - é transgressão;

é tentativa de perfeição que vai além do limite possível - vida

 que tenho. Quero desistir, encenar outros cotidianos - não

 consigo. Desejo, que é um desejo doído de caminhos

desconhecidos. Procuro saber do Senhor Destino que

medo é esse que me abala - não o encontro.

O temor é da cor do escuro. Preciso de suas palavras,

de sua magia retirando essa tristeza de dentro de mim.

Sonhei com ele a me dizer:  -te acalma, mulher, agora

 ouça- me e não morra. Esse alguém tu o encantarás - e

 terá muito carinho em sua alma.

Congelada, assim permaneço, dentro de mim mesma

fingirei que estou viva. Engano a meu Eu. O coração de

 Loba fica hibernando...Num mundo de sombras.

Olho para as mãos - descubro minha verdade.

                     Poética 

Escrito por Poética às 15h23
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Gosto de Maçã I

Gosto de Maçã (I)

Perdida em pensamentos...Solta na vida.

O desejo vem de sonhar sonhos com fantasias de

 testar teu sexo e teu coração, descobrir o que te faz feliz,

 meu lobo.

Quem sou eu?

Eu sou tua Loba, meu amor. Tua devota de um amor

impetuoso, que conhece o mundo pelo lado positivo.

Tenho andado, sei, em estado de banzo, mas não te

assustes, nada de que seja tão grave, apenas a saudade

 apertando o peito – tenho olhos e sexo de felina, posso

 até  parecer quietinha perto de você e ainda assim escuto

o barulho do desejo que temos um pelo outro.

Daria belas risadas – se não me achasses tão louca.

Gostas? – Te digo que tenho a suficiente lucidez, para

saber do que meu corpo tem fome.

Fico matutando qual o melhor caminho certo para te

sentir –  e sentir de uma só vez.

Algo parecido com urgente, ardente, fugir com você,

conhecer o gosto que tem de você me encoxar durante

as madrugadas frias, conhecer o cheiro da tua pele num

leito de lençóis macios e o som de tua voz ao meu ouvido

 durante o amor.

  Tens gosto e cheiro de Maçã do Jardim de Éden! ...Não

queres mais do que isso? O que vês em mim que te dá tanto

tesão, Loba?

-Te contarei, meu lobo: - Tu és um poeta. Meigo tem o

perfil de quase perfeito, provoca em mim uma estranha

tara. Luto para dar tempo de ser eterna. Cansei de morrer

no cotidiano das pessoas a quem amo. Eu te amo, viu?

Vem provar da Maçã, antes que eu morra de amor.

  Poética

 

Escrito por Poética às 14h32
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Gosto de maçã II

GOSTO DE MAÇÃ...II.

 

Sabor de maçã..., Mar, sol e chuva.

Meus amores imortais.

Amado meu - tanto querer! Por quê não vês que

 vivo a te esperar?

Teu silêncio ficou dentro - bem lá no íntimo, o qual outrora

 eu achava que eras apenas um jeito de olhar de águia - e

 tímida calava mesmo machucada em coração e corpo.

Tanta saudade sente meu corpo ao pensar na tua geometria,

 invencível sedutor -  meu beija flor, sou tua rosa vermelha,

hei de te amar até morrer (...)

Céu de abril, em que o desejo em cascata desce até a

caverna úmida de tesão. Arrepio percorre costas, seios

desembocando num vai e vem em todas as células

pequeninas do clitóris. Ardores de " voglio succhiare

il cazzo", desejo imenso de sentir o gosto da tua boca

forçando meu sexo   até abri-lo - escancará-lo

ensangüentando de tua saliva. Enquanto eu percorro

via Láctea do teu falo.

 

 Poética

Escrito por Poética às 14h24
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