
ORGIA DA LUXÚRIA![]()
Derrama em minha carne faminta, a imensidão do teu tesão,
não te importe que mais tarde, tenhamos alegria culposa, e
num olhar secreto e provocador, escondamos numa cumplicidade,
o proibido de nossas vidas... deixa-me “lassata, sed nom satiata”
(cansada, mas não saciada), serei tua Messalina, dos tempos imortais,
dispõe-te atacar meus flancos, bebe-me todo o sangue, fêmea no
cio embebedo-te com perfumes de almíscar e misturado em ópio,
arremessa a espada latejante em minha vulva, deixando-me marcas
da tua sede de mim, sou tua eterna amante devassa.
Tua ardente, alucinada carne, me possui, deixando-me arranhada,
doída, ritual de volúpia executado pelo teu corpo musculoso
desbravando os mais recônditos cantos femininos.
Vem, balança, balança até a exaustão, tua serpente jogando fogo
nas entranhas macias, vejo teu corpo se alongar, se alongar e
pender, se alongar e pender enquanto me devoras, num terno canibalismo.
Oh! Maravilhas gemem meus lábios...Suada, extasiada, fogosa,
assistindo entre um rasgão e outro, as subidas e as descidas de teu mastro.
É tudo prazer, todas as fibras do corpo inflamam-se de brasas, e
gritam: ó meu amado, te adoro...
Pendemos, depois desta maravilhosa orgia, no leito, nus, sem pudor,
no mais completo abandono, cansados e felizes.
Dos corpos escorre uma espuma – a do prazer.
![]()












Leia este blog no seu celular