Diário Intimo da Poética


20/02/2006


desejo Gelado

                         

                     Desejo gelado

 

Embelezo-me em poética, numa velocidade da qual

possa somente eu falar comigo- prisioneira sou da solidão.

Aí amor, como dói te amar tanto assim - é transgressão;

é tentativa de perfeição que vai além do limite possível - vida

 que tenho. Quero desistir, encenar outros cotidianos - não

 consigo. Desejo, que é um desejo doído de caminhos

desconhecidos. Procuro saber do Senhor Destino que

medo é esse que me abala - não o encontro.

O temor é da cor do escuro. Preciso de suas palavras,

de sua magia retirando essa tristeza de dentro de mim.

Sonhei com ele a me dizer:  -te acalma, mulher, agora

 ouça- me e não morra. Esse alguém tu o encantarás - e

 terá muito carinho em sua alma.

Congelada, assim permaneço, dentro de mim mesma

fingirei que estou viva. Engano a meu Eu. O coração de

 Loba fica hibernando...Num mundo de sombras.

Olho para as mãos - descubro minha verdade.

                     Poética 

Escrito por Poética às 15h23
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Gosto de Maçã I

Gosto de Maçã (I)

Perdida em pensamentos...Solta na vida.

O desejo vem de sonhar sonhos com fantasias de

 testar teu sexo e teu coração, descobrir o que te faz feliz,

 meu lobo.

Quem sou eu?

Eu sou tua Loba, meu amor. Tua devota de um amor

impetuoso, que conhece o mundo pelo lado positivo.

Tenho andado, sei, em estado de banzo, mas não te

assustes, nada de que seja tão grave, apenas a saudade

 apertando o peito – tenho olhos e sexo de felina, posso

 até  parecer quietinha perto de você e ainda assim escuto

o barulho do desejo que temos um pelo outro.

Daria belas risadas – se não me achasses tão louca.

Gostas? – Te digo que tenho a suficiente lucidez, para

saber do que meu corpo tem fome.

Fico matutando qual o melhor caminho certo para te

sentir –  e sentir de uma só vez.

Algo parecido com urgente, ardente, fugir com você,

conhecer o gosto que tem de você me encoxar durante

as madrugadas frias, conhecer o cheiro da tua pele num

leito de lençóis macios e o som de tua voz ao meu ouvido

 durante o amor.

  Tens gosto e cheiro de Maçã do Jardim de Éden! ...Não

queres mais do que isso? O que vês em mim que te dá tanto

tesão, Loba?

-Te contarei, meu lobo: - Tu és um poeta. Meigo tem o

perfil de quase perfeito, provoca em mim uma estranha

tara. Luto para dar tempo de ser eterna. Cansei de morrer

no cotidiano das pessoas a quem amo. Eu te amo, viu?

Vem provar da Maçã, antes que eu morra de amor.

  Poética

 

Escrito por Poética às 14h32
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Gosto de maçã II

GOSTO DE MAÇÃ...II.

 

Sabor de maçã..., Mar, sol e chuva.

Meus amores imortais.

Amado meu - tanto querer! Por quê não vês que

 vivo a te esperar?

Teu silêncio ficou dentro - bem lá no íntimo, o qual outrora

 eu achava que eras apenas um jeito de olhar de águia - e

 tímida calava mesmo machucada em coração e corpo.

Tanta saudade sente meu corpo ao pensar na tua geometria,

 invencível sedutor -  meu beija flor, sou tua rosa vermelha,

hei de te amar até morrer (...)

Céu de abril, em que o desejo em cascata desce até a

caverna úmida de tesão. Arrepio percorre costas, seios

desembocando num vai e vem em todas as células

pequeninas do clitóris. Ardores de " voglio succhiare

il cazzo", desejo imenso de sentir o gosto da tua boca

forçando meu sexo   até abri-lo - escancará-lo

ensangüentando de tua saliva. Enquanto eu percorro

via Láctea do teu falo.

 

 Poética

Escrito por Poética às 14h24
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Tu Lua Cheia...

E tu, lua cheia,   e eterna  formosura, quando na via Láctea

 me sorri e joga de tuas entranhas um quê de magia que

me enche, me engravida de luz e de desejar prazeres

milenares - invasão de sentidos  da carne, indevassável

luxúria nas entranhas do meu ser de fêmea, enquanto o

 coração queima o sangue.

Escrito por Poética às 12h32
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19/02/2006


Nudez ...

                    

                             Nenhuma Nudez será castigada...

Prazerosamente, dava-se a pensamentos profundos, gostava de sonhar, sentia-se rica ou pobre, graças aos sonhos imaginava ser bailarina, Barbarella, voava e adentrava a densidade das florestas, banhava-se das flores despetaladas, uma carícia na alma –lado belo da vida – sentia-se até feliz!

Homem e mulher. Surgiram ao mesmo tempo, não querem contar, há um imenso receio que seja necessário queimar Livro da Gênese. Leio, pesquiso há mais de três décadas, se de um reflexo da luz, de um sonho ou de dentro de uma flor. Um dia descobrirei e contarei a todos. Duvido que não seja da água em simbiose com o Sol e a Lua, vejo que a água é um ambiente sensual, engravida, pura mágica, permite movimentos lentos, eróticos, reúno no coração os quatro elementos – fogo, água, terra e ar – e descubro que a beleza está em toda parte, fazem do perfil humano o interessante da vida, poucos comuns, sem artifícios e retoques.

Ameaçam-me rotular de ambígua. Sou. Sou poetisa, e é essa a razão de quererem fazer amor comigo – não resisto a seus doces lábios, tocando meus seios, deixam-me mais excitada para a vida.

Cultivo Sonhos – com S maiúsculo -. Apaixonei-me e pensei que fosse para sempre. Roubo rosas nos jardins secretos de ricos, e não me sinto uma ladra, sou doce e meiga, fotografo com olhos de pantera o sorriso de alguém especial que vira eternidade. Contemplo a cidade adormecida, e entendo que somos irmãs na solidão, do alto do apartamento não encontro meu ninho, volto e beijo teu retrato tão intensamente que fico com os lábios dormentes e o coração vazio, corro para o meio da multidão na tentativa de esquecer que sinto falta do Senhor Desejo.

Caminhei quilômetros inóspitos com vontade de comer estrelas – fuga, tentativa de ser livre e amada, embaralhei-me toda no cotidiano, encontrei quem não queria.

Gosto de tomar sol, nua, me enrolar, vampiresca, serpenteio, esperando um descuido para cravar as unhas no deus grego, minhas asas são brancas, e seios lindo como um anjo diabólico, no alto de um castelo, e mãos capazes de muitos feitos, de muitas carícias...Sou Poetisa. Sou erótica.

Seria tão bom que o senhor Desejo soubesse o quanto a entrada dele na casa exigia uma dose de cumplicidade, que agisse como um anjo de sensualidade, e esquecesse a natureza de lobo, e não de uma maneira tão egocêntrica e possessiva – um bárbaro. Os Bárbaros costumavam tomar vinho em canecas de bronze – jamais conheceram uma taça de cristal.

Limites, limites sempre o mesmo tema, e sempre a invasão, a desobediência, ato grave. Expuseram meu corpo, entretanto resguardei minha alma – esta continua intocada.

O tempo dos mínimos gestos grosseiros, hostis, não terminou, serão uns dias históricos – transformou-me num oásis. Deixo-me, agora, ficar quietinha, fingindo ser estátua de Roma, a espera de reinaugurar meu leito, quando o homem certo chegar – sair dos meus sonhos noturnos e entrar na minha sala real, se aproximar entre brumas, suavemente apertar minha mão, e sussurrando me dá um sorriso tocando-me devagarzinho, como se toca uma flor já madura, procurando espaços na intimidade – inesperadamente.

                Poética

Escrito por Poética às 13h57
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Quem serei EU?

 

QUEM SEREI EU?

Homens e mulheres, seres com muitos enigmas, e cada um com seus abismos, os que se aventuram a olhar podem se transformar em deuses.

Algumas expectativas românticas de alçarem orgasmos inesquecíveis com amores eternos fazem a dialética do pecado, mas não é possível uma vida humana ser totalmente espiritual. O sagrado e o sublime podem até impressionar, mas creio que o amor á carne, impulsionam os atos do Homem e da Mulher.Crer é amar, e falarei eternamente no amor.

Homem pensava Angellis, seres interessantes; castos, não tinha conhecido nenhum, castidade era coisa sem importância, daí o gosto por pesquisar perfis masculinos.

Uma manhã não muito agradável estava sendo aquele primeiro dia de março, os problemas se avolumavam, sentia dores nas costas, talvez resultado de trabalhar por longo período, eram tantos os papéis sobre sua mesa que pareciam ameaçar que nunca acabariam.

Vou para meu refúgio do quarto, deito-me de costas, olhos semicerrados. Abandonei-me dentro de mim, sinto um cansaço, sou um pouco da imortalidade do tempo, atroz, daqui a dezenas de milhares de anos, quando o corpo não mais existir – quem serei eu?

                    Poética

Escrito por Poética às 13h28
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