Diário Intimo da Poética


02/02/2007


Eclipse do Desejo

DO DESEJOECLIPSE

Eis que surge o pecado-...È Eva escalando em busca
do Paraíso prometido. Entre  o arfar
selvagem e o tesão, o palmo a palmo do
corpo gostoso, tesudo com vontade de beber
o sêmem da vida de eternidade dos tempos.
Sou sabor de desobediência.  A  pele
repousório do fogo que vem do ventre - que alivia
através de gemidos eróticos.
Ah! paixão...dessas de acelerar o coração,
e provocar  convulsões pélvicas...
Ele - Adão  a  sorrir...curtindo o alvoroço do
desejo e prazer que vê em seu rosto- ela a
implorar que não saisses de dentro do Côncavo
e Convexo...
São personagens Sol e Lua em total eclipse.
Fátima Pessoa

Escrito por Poética às 18h55
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30/01/2007


Pedaços de Mim

...

PEDAÇOS DE  MIM

 

Minhas perdas  foram para mim decisivas na formação do meu “Eu”. E grandes perdas foram à morte de minha mãe, tio,  tia, avó  paterna e de um grande amor. Falta-me muito na vida para ser feliz? Percebo que sim, talvez  porque não me contente com pouco,  cobiço muito mais: amizade, amor/cumplicidade, sabedoria e conhecimento.

Não perdi ainda a esperança de amar e ser amada, amada com alegria, amada de uma forma melhor, com desprendimento sem aquele toque de possessividade, num crescimento interior.

Acredito que mereço viver bem, sem necessidade de projetos caros e faraônicos, basta fazer amor, basta assistir no dia a dia, o maravilhoso espetáculo do nascer e do por do sol ...ou o prazer de uma caminhada numa manhã.

 

...descobri que não preciso ser a mulher maravilha, quando após um acidente minha carreira de jogadora terminou, ou quando quase vi a morte no momento do carro  em que  viajava  a serviço,capotar em um abismo.

Não escondo que minhas forças faltaram, entrei em depressão, pensei não ter mais nada por que lutar...

Mas com o tempo, o afeto de alguém, que já se foi,  o aparecimento dos filhos, volto a acreditar no meu próprio valor, esqueço a auto-compaixão – sou autora da minha própria história.

 

Aprendi que a vida, a morte, as perdas fazem parte de um processo misterioso...

Devo ser interessante, reflito... quando lembro os inúmeros homens que me assediam, nunca fui linda, essa ilusão não tenho, e sinto pena das mulheres que se maltratam em função de lutarem para chegarem a padrões de beleza, impostas pela sociedade, sei que sou muito feminina e carinhosa e isso deve agradar muito aos homens, eu os trato como rei, é evidente que quero ser tratada também como uma rainha...

Ter  um amor é maravilhoso, mas só se existir reciprocidade, cumplicidade,  jamais por medo de solidão, melhor do que manter relacionamentos péssimos. E sair magoada.

Prefiro ter amigos...e a liberdade de ficar pensando conversando com o mar,ouvindo música, olhando pela janela a cidade adormecida...

Escrito por Poética às 23h03
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